Estudo identifica três marcadores genéticos associados à capacidade das vacas Holstein para manter a produção de leite e controlar a temperatura corporal durante períodos de stress térmico.
A seleção genética poderá tornar-se uma ferramenta complementar para ajudar as explorações leiteiras a enfrentar o aumento do stress térmico. Um estudo realizado no México identificou três marcadores genéticos — associados aos genes GRM8, SMAD3 e TLR4 — que parecem contribuir para uma maior capacidade das vacas Holstein para manter a produção de leite e controlar a temperatura corporal quando submetidas a temperaturas elevadas.
A investigação avaliou 160 vacas Holstein durante o verão, acompanhando a evolução do índice temperatura-humidade (THI), da produção diária de leite e da temperatura rectal. Os resultados mostraram que, à medida que o stress térmico aumentava, as vacas com maior número de genótipos considerados favoráveis apresentavam uma redução menos acentuada da produção de leite e um aumento mais moderado da temperatura corporal.
O estudo, publicado em julho de 2026 na revista Dairy, integra uma linha de investigação que procura identificar animais geneticamente mais resilientes ao calor. Para os autores, esta informação poderá futuramente ser utilizada em programas de seleção genética destinados a melhorar a resistência dos efetivos leiteiros ao stress térmico.
160 vacas acompanhadas durante o verão
O trabalho foi realizado na unidade de investigação em produção leiteira do Instituto Tecnológico de Sonora, no noroeste do México, entre 11 de junho e 12 de agosto.
Foram acompanhadas 160 vacas Holstein em lactação, com uma média de 94 dias em leite, idade entre três e seis anos e peso médio de aproximadamente 668 kg. Os animais estavam alojados em instalações com sombra e tinham acesso livre a água. A produção de leite foi registada duas vezes por dia, enquanto a temperatura rectal foi medida duas vezes por semana.
Ao longo do período experimental, as condições ambientais evoluíram de situações próximas da zona de conforto térmico para condições de stress térmico moderado e severo. O THI médio diário passou de 69,4 para 81,7 unidades. De acordo com a classificação utilizada pelos investigadores, valores inferiores a 68 correspondem a ausência de stress, 68–72 a situação de limiar, 73–79 a stress moderado e valores superiores a 79 a stress severo.
Fonte
Pineda-Montes, A., Reyna-Granados, J.R., Luna-Ramirez, R.I. et al. (2026). Thermotolerance-Related SNPs and Heat Stress Effects on Productive Performance and Gene Expression in Holstein Cows. Dairy, 7(4), 52. DOI: 10.3390/dairy7040052. O artigo foi publicado em 6 de julho de 2026 e está disponível em acesso aberto.
Artigo original: Dairy – Thermotolerance-Related SNPs and Heat Stress Effects on Productive Performance and Gene Expression in Holstein Cows






